O comércio varejista brasileiro encerrou o terceiro trimestre com um avanço expressivo de 6,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho positivo foi sustentado principalmente pelo mercado de trabalho aquecido, ganhos reais na massa de rendimento das famílias e maior demanda por bens de primeira necessidade e giro diário.
Apesar do balanço consolidado favorável no trimestre, os números de setembro acenderam um sinal de alerta entre analistas econômicos ao registrarem uma retração na margem de 0,3% em relação a agosto. O movimento sugere uma acomodação do ritmo de atividade comercial e perda gradual de tração na reta final do ano.
Segundo analistas do setor, a perda de dinamismo recente decorre da postura mais restritiva da política monetária. Enquanto os segmentos voltados a consumo básico de supermercados, farmácias e combustíveis continuam demonstrando resiliência, categorias mais sensíveis ao custo do crédito — como veículos, eletrodomésticos, móveis e materiais de construção — voltaram a sofrer com taxas de juros elevadas e maior seletividade nas concessões financeiras.
Para o fechamento do ano, a expectativa do mercado financeiro e de entidades do comércio permanece concentrada nas campanhas promocionais de fim de ano, como a Black Friday e as festas natalinas, que deverão testar a capacidade de endividamento dos consumidores em um contexto macroeconômico de taxa Selic pressionada.
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